Promotoras em Ação em São Carlos

"Promotoras em Ação!" foi o projeto desenvolvido pelo Coletivo de Promotoras Legais Populares de São Carlos com apoio do Fundo Fale Sem Medo. Seu objetivo foi disseminar, através de cursos, palestras e rodas de conversas, conhecimento sobre os direitos das mulheres, em especial no enfrentamento à violência contra as mulheres. As atividades também tiveram a finalidade de articular mulheres da sociedade civil e do poder público para participarem do Fórum Municipal de Enfrentamento a Violência contra a Mulher, assim como de criar um canal de denúncia para monitorar o atendimento nos serviços de proteção às mulheres.
 
"As palestras e rodas de conversas foram de grande impacto para as participantes, pois o coletivo de Promotoras Legais Populares é composto por uma grande diversidade de mulheres, podendo contribuir de forma ampla nas discussões, trazendo o conhecimento instrumental e as experiências de vida nas formações. Por exemplo, em espaços como a roda de conversa realizada na USP, sobre o que fazer em casos de violência, houve possibilidades reais de sensibilização e formação. Nessa atividade conseguimos escutar relatos pessoais e atender dúvidas de como proceder nessas experiências, o que resultou inclusive no interesse das mulheres de participar do próximo curso das PLPs", conta Raquel Auxiliadora dos Santos, coordenadora do projeto.  "Essa liberdade de falar sobre si e o interesse em se organizar em um coletivo como as Promotoras demonstra um processo de empoderamento e sensibilização com relação à causa", destaca. 
 
Lorena Gobbi, universitária de 25 anos, foi uma das mulheres que se mobilizaram a partir do projeto "Promotoras em Ação!": “Eu tinha ouvido falar do coletivo das Promotoras Legais Populares de São Carlos, mas nunca tinha tido a oportunidade de participar de alguma de suas atividades. Sou estudante e integro na faculdade o Coletivo TRÁ! – Diversidade Sexual e de Gênero. Através do projeto, participei da elaboração da campanha "São Carlos Não se Cala" (produzindo conteúdo, material gráfico, frequentando ações para distribuir os materiais) e do Fórum Municipal de Enfrentamento a Violência contra a Mulher. A partir disso, começamos a nos articular para tentar trazer o Conselho Municipal de Políticas para as Mulheres de volta à cidade - tínhamos um, mas agora não temos mais".
 
 
 
"Eu já tinha participado de espaços autoorganizados de mulheres dentro da universidade, mas foi a primeira vez que pude debater questões como a violência contra a mulher em um espaço mais amplo. A experiência afetou não só o meu empoderamento enquanto mulher, mas a visão que tenho de outras mulheres. Até então eu encontrava e debatia com mulheres muito próximas de mim e da minha realidade, como universitárias. O projeto me permitiu entrar em contato com mulheres diferentes de mim, mães, trabalhadoras, que vivenciam temáticas que não fazem parte do meu cotidiano. Isso é fundamental para entendermos que é preciso que as mulheres se unam. Apesar das diferenças, temos coisas muito parecidas. Perceber isso é muito empoderador. Além disso, hoje me sinto muito mais forte para ajudar outras mulheres, lidar com assuntos como gravidez não esperada, preconceitos raciais ou relativos a identidade de gênero ou sexualidade, etc", diz a estudante.
 
 
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