Grupos apoiados promovem ações nos 21 dias de ativismo

Nos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, os grupos apoiados pelo Fundo Fale Sem Medo promoveram uma agenda conjunta de atividades que chamaram a atenção para o tema e buscaram discutir, informar  e conscientizar mulheres e homens sobre a violência contra a mulher, além de mobilizar todas e todos para o seu enfrentamento.
 
Foram dezenas de atividades por todo o Brasil, entre rodas de conversa, intervenções urbanas, lançamentos de publicações, espetáculos, seminários, atos públicos, etc. Confira aqui a agenda completa.
 
 Na Comunidade de Paus Verdes, por exemplo, que fica em Monte Santo, na Bahia, a ACOTERRA – Associação Comunitária Terra Sertaneja realizou atividades culturais e esportivas e debates sobre violência doméstica com homens e mulheres da comunidade. 
 
 
 
 No Rio de Janeiro, a conferência “Feminismo para o enfrentamento à violência doméstica contra as mulheres”, promovida pela Universidade Livre Feminista, reuniu ativistas com experiências diversas no tema da violência doméstica contra as mulheres, como Nilcea Frere, Vilma Piedade, Marcelle Decothé e Eleutéria Amora. A conferência foi transmitida ao vivo pela internet e está disponível online.
 
Em Caraíva, Porto Seguro (BA), o Instituto Tribos Jovens mobilizou mulheres e jovens locais para a Marcha pelo Fim da Violência contra a mulher, enquanto o Centro das Mulheres do Cabo, de Cabo de Santo Agostinho (PE), realizou uma oficina de enfrentamento à violência contra a mulher com mulheres da comunidade e revendedoras Avon, com bate papo e exibição de filmes.
 
Em Porto Alegre, o Grupos Inclusivass e o Coletivo Feminino Plural apresentaram o filme “Carol” e divulgaram a Cartilha das Mulheres com Deficiência em uma mesa de debate na Assembleia Legislativa de Rio Grande do Sul. Além disso, as Inclusivass promoveram a exposição Todas são Todas, que esteve em cartaz no Memorial do Legislativo e buscou o reconhecimento da presença das mulheres com deficiência na sociedade.
 
 
O Núcleo Vozes Femininas produziu o 'Programa Fale Sem Medo', da Rádio Vozes do Rio, com pescadoras e pescadores artesanais da comunidade de pescadores Z14, do Baldo do Rio, em Goiana, Pernambuco. O programa radiofônico é resultado do projeto Pescadoras Artesanais nas Ondas do Rádio e contou com entrevistas, bate-papo, música e informação sobre violência contra a mulher.
 
Muitos grupos realizaram atividades coletivas também, como o Tambor para a Mulher, o Fórum Cearense de Mulheres e o Coletivo de Mulheres Trabalhadoras do Movimento Sindical do Ceará, que juntas promoveram um ato público com performance artística e caminhada até o Juizado de Defesa da Mulher.
 
Em São João de Meriti, o Ilê Omolu e Oxum promoveu o III Fórum Violência Doméstica e Familiar com a participação do Instituto Omolara Brasil e do Coletivo Roque Pense. O Fórum reuniu lideranças e integrantes de comunidades de religiões de matriz africana, gestores de políticas públicas e programas de atendimento às mulheres em situação de violência e organizações do movimento de mulheres.
 
Essa série de atividades diversas, que reuniram mulheres e homens de todas as idades, refletem a essência do Fundo Fale Sem Medo: mulheres unidas e articuladas em todo o país pelo fim da violência doméstica, atuando diretamente em suas comunidades.
 
Fundo ELAS participa de campanha online em parceria com Instituto Avon
O Fundo ELAS, que desde a sua criação apoia projetos de grupos de mulheres voltados para o fim da violência contra a mulher, participou da campanha online lançada pelo Instituto Avon. Com o mote “A mudança começa quando o silêncio termina”, o Instituto Avon pretendeu dar luz à questão da violência invisível, com o intuito de provocar uma mudança de comportamento.
 
Neste ano, o desafio do Instituto Avon foi tornar o enfrentamento à violência contra as mulheres um hábito e, para isso, propôs a mobilização de toda a sociedade no reconhecimento das violências invisíveis a partir da reflexão e do diálogo.  “Quanto mais “invisível” for a violência, mais difícil dela ser identificada e mais prejudiciais e profundos são os danos causados por ela. Por isso, não podemos partir da premissa de que apenas apontar o erro já é suficiente para provocar uma mudança de comportamento. Precisamos que as pessoas sejam protagonistas e passem a reconhecer que existe um problema que é de todos nós e só pode ser enfrentado com mudanças de atitude”, afirma Mafoane Odara.
 
 
Sobre os 21 dias de ativismo
Desde 1991, a ONU convoca o mundo inteiro para discutir questões relacionadas à violência contra as mulheres por meio de uma campanha anual global.  É a campanha “16 dias de ativismo”, que tem início todo dia 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, e término no dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.
 
No Brasil, entretanto, os 16 dias se ampliaram para 21 dias: para destacar a dupla discriminação vivida pelas mulheres negras, as atividades começam antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.